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Engenharia solar em Minas Gerais · Projetos on-grid, híbridos e off-grid

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Fio B em 2026: o que mudou e por que a energia solar com bateria ganhou força

Por Equipe TrèsolPublicado em 9 de outubro de 2026

Inversor híbrido e bateria instalados em obra da Trèsol

Quem pesquisa energia solar em 2026 esbarra em uma sigla que antes quase ninguém conhecia: o Fio B. Ele virou assunto porque a Lei 14.300/2022, o marco legal da geração distribuída, mudou a forma como a energia injetada na rede é compensada na conta de luz. Neste artigo, explicamos o que mudou, o que isso significa para quem vai instalar um sistema agora e por que o consumo da própria energia, com ou sem baterias, ficou mais valioso.

O que é o Fio B?

A tarifa de energia é composta por várias parcelas. Uma delas, a TUSD, remunera o uso da rede de distribuição. O Fio B é a parte da TUSD que paga os custos da própria distribuidora (no nosso caso, a Cemig) para manter e operar os postes, cabos e transformadores que levam a energia até você.

Antes da Lei 14.300, cada kWh injetado na rede pelo sistema solar abatia integralmente um kWh da conta, incluindo o Fio B. Pela nova regra, sistemas novos passam a pagar uma parte do Fio B sobre a energia que é injetada e depois compensada.

O que a Lei 14.300 mudou

A cobrança é escalonada. Para sistemas com pedido de acesso feito a partir de 7 de janeiro de 2023, o percentual do Fio B que deixa de ser compensado cresce ano a ano:

Ano Parcela do Fio B paga sobre a energia compensada
2023 15%
2024 30%
2025 45%
2026 60%
2027 75%
2028 90%
A partir de 2029 Regra a ser definida pela ANEEL

Quem já tinha o sistema conectado (ou o pedido de acesso protocolado) antes dessa data mantém a regra antiga até 2045.

Energia solar ainda vale a pena?

Sim. O ponto principal é entender onde a cobrança incide: ela vale apenas para a energia que vai para a rede e volta como crédito. A energia que você consome no momento em que ela é gerada não passa pelo medidor da distribuidora e, por isso, não paga Fio B nenhum.

Ou seja: quanto maior a parcela da geração usada no próprio imóvel, menor o impacto da nova regra. Um bom projeto hoje não olha só para o tamanho do sistema, mas para o perfil de consumo ao longo do dia.

Por que o autoconsumo e as baterias ganharam força

  • A bateria guarda a energia do dia para a noite. Em vez de injetar o excedente e pagar parte do Fio B para recuperá-lo à noite, o sistema híbrido armazena essa energia e a usa depois.
  • Quedas de energia deixam de parar a operação. Em áreas rurais, em fim de linha ou em comércios que não podem desligar, o inversor híbrido assume as cargas essenciais automaticamente.
  • Inversão de fluxo em Minas Gerais. Em regiões onde a Cemig limita a potência injetada, sistemas grid zero e híbridos permitem aproveitar a geração no próprio local, sem depender de liberação de injeção.
  • Integração com gerador. Propriedades que já usam gerador a diesel podem reduzir o tempo de funcionamento dele e o consumo de combustível.

Qual solução é a ideal para você?

Não existe resposta única. Para muitas residências e empresas com rede estável, o sistema on-grid continua sendo o de melhor retorno financeiro. O híbrido se destaca quando há quedas frequentes, consumo noturno relevante, limitação de injeção ou necessidade de manter equipamentos críticos ligados. Também é possível começar com um sistema on-grid preparado para receber baterias no futuro.

É exatamente isso que o estudo de viabilidade da Trèsol avalia: o seu histórico de consumo, o horário em que você usa energia, a situação da rede no local e o retorno de cada configuração.

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Escrito porEquipe Trèsol

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A equipe da Trèsol faz o estudo de viabilidade técnica e financeira do seu projeto, seja on-grid, híbrido, off-grid ou grid zero.

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