
Quem pesquisa energia solar em 2026 esbarra em uma sigla que antes quase ninguém conhecia: o Fio B. Ele virou assunto porque a Lei 14.300/2022, o marco legal da geração distribuída, mudou a forma como a energia injetada na rede é compensada na conta de luz. Neste artigo, explicamos o que mudou, o que isso significa para quem vai instalar um sistema agora e por que o consumo da própria energia, com ou sem baterias, ficou mais valioso.
O que é o Fio B?
A tarifa de energia é composta por várias parcelas. Uma delas, a TUSD, remunera o uso da rede de distribuição. O Fio B é a parte da TUSD que paga os custos da própria distribuidora (no nosso caso, a Cemig) para manter e operar os postes, cabos e transformadores que levam a energia até você.
Antes da Lei 14.300, cada kWh injetado na rede pelo sistema solar abatia integralmente um kWh da conta, incluindo o Fio B. Pela nova regra, sistemas novos passam a pagar uma parte do Fio B sobre a energia que é injetada e depois compensada.
O que a Lei 14.300 mudou
A cobrança é escalonada. Para sistemas com pedido de acesso feito a partir de 7 de janeiro de 2023, o percentual do Fio B que deixa de ser compensado cresce ano a ano:
| Ano | Parcela do Fio B paga sobre a energia compensada |
|---|---|
| 2023 | 15% |
| 2024 | 30% |
| 2025 | 45% |
| 2026 | 60% |
| 2027 | 75% |
| 2028 | 90% |
| A partir de 2029 | Regra a ser definida pela ANEEL |
Quem já tinha o sistema conectado (ou o pedido de acesso protocolado) antes dessa data mantém a regra antiga até 2045.
Energia solar ainda vale a pena?
Sim. O ponto principal é entender onde a cobrança incide: ela vale apenas para a energia que vai para a rede e volta como crédito. A energia que você consome no momento em que ela é gerada não passa pelo medidor da distribuidora e, por isso, não paga Fio B nenhum.
Ou seja: quanto maior a parcela da geração usada no próprio imóvel, menor o impacto da nova regra. Um bom projeto hoje não olha só para o tamanho do sistema, mas para o perfil de consumo ao longo do dia.
Por que o autoconsumo e as baterias ganharam força
- A bateria guarda a energia do dia para a noite. Em vez de injetar o excedente e pagar parte do Fio B para recuperá-lo à noite, o sistema híbrido armazena essa energia e a usa depois.
- Quedas de energia deixam de parar a operação. Em áreas rurais, em fim de linha ou em comércios que não podem desligar, o inversor híbrido assume as cargas essenciais automaticamente.
- Inversão de fluxo em Minas Gerais. Em regiões onde a Cemig limita a potência injetada, sistemas grid zero e híbridos permitem aproveitar a geração no próprio local, sem depender de liberação de injeção.
- Integração com gerador. Propriedades que já usam gerador a diesel podem reduzir o tempo de funcionamento dele e o consumo de combustível.
Qual solução é a ideal para você?
Não existe resposta única. Para muitas residências e empresas com rede estável, o sistema on-grid continua sendo o de melhor retorno financeiro. O híbrido se destaca quando há quedas frequentes, consumo noturno relevante, limitação de injeção ou necessidade de manter equipamentos críticos ligados. Também é possível começar com um sistema on-grid preparado para receber baterias no futuro.
É exatamente isso que o estudo de viabilidade da Trèsol avalia: o seu histórico de consumo, o horário em que você usa energia, a situação da rede no local e o retorno de cada configuração.
Quer saber qual solução faz sentido para você?
A equipe da Trèsol faz o estudo de viabilidade técnica e financeira do seu projeto, seja on-grid, híbrido, off-grid ou grid zero.
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